TAREFA 3

 Meios de cultura dos microorganismos

Os meios de culturas são preparações químicas geralmente usadas para a realização de análises laboratoriais, que possuem na sua fórmula nutrientes entre outras substâncias que provém as condições necessárias para que os microrganismo meios de culturas são preparações químicas geralmente usadas para a realização de análises laboratoriais, que possuem na sua fórmula nutrientes entre outras substâncias que provém as condições necessárias para que os microrganismos inoculados multipliquem-se em um meio artificial, para entre outras funções, o seu estudo e análisemos inoculados multipliquem-se em um meio artificial, para entre outras funções, o seu estudo e análise

                         Crescimento Microbiano

O crescimento bacteriano implica a divisão celular, levando a um aumento exponencial do número de células iniciais de uma população. As bactérias podem crescer individualmente por fissão binária (a célula alonga-se até se dividir em duas) ou no contexto de uma população (as células duplicam o seu tamanho e forma-se um septum, que consiste no crescimento da membrana celular e da parede celular até à separação das duas células). Quando uma célula se separada dando origem a duas novas células diz-se que ocorreu uma geração, designando-se por tempo de geração a duração de todo esse processo.


  1. Fase de latência: geralmente, o crescimento bacteriano não se inicia logo após a cultura num novo meio, notando-se esta fase inicial sem grandes diferenças ao nível do crescimento. Esta fase pode ter várias explicações, como diferenças de condições entre a cultura inicial e a nova; células que sofreram danos anteriormente e necessitam de um tempo para recuperar; inoculação de uma cultura antiga; síntese dos componentes celulares necessários para a divisão celular.
  2. Fase exponencial: todas as células entram em divisão celular durante um período de tempo que é dependente da quantidade de nutrientes presentes no meio. Nesta fase, as células estão no seu melhor estado de desenvolvimento, sendo este o momento preterível para a realização de ensaios científicos. A taxa de crescimento é afetada pelas condições de cultura e também pelas características genéticas dos microrganismos.
  3. Fase estacionária: depois da fase de crescimento exponencial, pode ocorrer a depleção de um dos nutrientes essenciais ao crescimento celular ou a acumulação de um produto de metabolismo que impeça o crescimento. Desta forma, as bactérias cessam o seu crescimento, entrando numa fase estacionária, durante a qual a taxa de crescimento é nula.
  4. Fase de declínio ou de morte celular: caso a cultura bacteriana continue após a fase anterior, as células vão acabar por morrer, podendo inclusive ocorrer lise celular. A morte celular ocorre a uma velocidade muito menor do que o crescimento bacteriano. 

  Ação dos Agentes Físicos e Químicos

 Calor Húmido 

O calor é um dos mais importantes métodos para o controle e eliminação dos microrganismos. Acima da temperatura ideal de crescimento o calor vai promover a desnaturação de proteínas estruturais e enzimas, levando a perda da integridade celular.

O calor seco elimina os microrganismos também por processo de oxidação. O calor úmido na forma de vapor tem o maior poder de penetração e eliminar as formas vegetativas dos procarióticos, vírus e fungos e seus poros. A morte por calor é uma função exponencial que ocorre à medida que a temperatura menor será o valor D (maior temperatura, menor D). Deste modo, são necessárias rápidas exposições à temperatura alta, para grande redução no número dos microrganismos viáveis.

Autoclave

Equipamento que emprega vapor d’água sob processo que produz a temperatura mínima de 121ºC. Quanto maior a pressão da autoclave mais a temperatura, estes métodos destroem as formas vegetativas e esporuladas a procariotos e fungos, promovendo a esterilização. Os príons são uma exceção por serem agentes extremamente resistentes aos métodos de desinfecção e esterilização. A autoclavação é um método muito usado em laboratórios e hospitais. Existem dois tipos de autoclaves

Autoclave gravitacional: o ar é removido por gravidade e sai por um ralo na parte inferior da câmera à medida que o vapor é injetado. O aquecimento é feito de fora para dentro.
Autoclave com sistema de vácuo: o ar é previamente removido por vácuo. Quando o vapor entra penetra instantaneamente os artigos na ausência de ar residual.



Pasteurização

Método muito usados na indústria de alimentos, que só podem ser submetidos ao calor em condições controlados para não desnaturar os nutrientes. Na pasteurização ocorre uma redução no número dos microrganismos pela exposição breve a uma temperatura relativamente alta.



Água em ebulição

É o vapor d’água livre (100ºc/20 min.). Destrói as formas vegetativas e alguns endósporos (dependendo da temperatura e da espécie de bactérias).

Tindalização

O processo consiste em submeter o alimento a temperaturas, que podem ser de 60 a 90 oC, durante alguns minutos por várias vezes intercalados de períodos de resfriamento. Assim, o produto é aquecido e em sequência refrigerado por 24 horas, período em que os esporos tomam a forma vegetativa.

  Incineração

É a combustão completa para descontaminação de material hospitalar de uso descartável (luvas, material plástico) e lixo contaminado em geral.

 Radiação

As radiações constituem um método eficaz para reduzir ou eliminar os microrganismos. Existem vários tipos de radiações, eletromagnéticas como o raio x e radiações ionizantes, ultravioletas e micro-ondas.


Radiação ionizante
 
 É uma forma de radiação que carrega consigo energia suficiente para arrancar elétrons que se encontram ligados a átomos e moléculas. Essa radiação pode ser de natureza corpuscular, como as radiações alfa e beta, ou de natureza eletromagnética, como a radiação gama, os raios X e algumas frequências de ultravioleta.

Esterilização

A esterilização é um processo que visa destruir todas as formas de vida microbianas que possam contaminar produtos, materiais e objetos voltados para a saúde. Portanto, são eliminados durante a esterilização organismos como vírus, bactérias e fungos. 

Dizemos que o processo de esterilização foi eficaz quando a probabilidade de sobrevivência dos microrganismos for menor do que 1:1.000.000.

Esterilização não ionizante

As radiações não ionizantes, a luz ultravioleta, são aquelas menos energéticas.

A luz ultravioleta compreende a porção do espectro que vai de 150 a 3900 A, porém o comprimento de onda que possui maior atividade bactericida está ao redor de 2650 A.

A luz solar tem poder microbicida em algumas condições, pois a energia radiante da luz do sol é composta basicamente de luz ultravioleta e na superfície terrestre o comprimento de onda desta varia de 2870 a 3900 A, as de comprimento mais baixo são filtradas pela camada de ozônio, pelas nuvens e pela fumaça.

Desinfetantes e  Antissépticos

Tanto os antissépticos quanto os desinfetantes são amplamente utilizados para controlar infecções. Eles matam microrganismos tais como bactérias, vírus e fungos usando produtos químicos chamados biocidas. Os desinfetantes são usados para matar germes em superfícies não vivas. Os antissépticos matam microrganismos em sua pele.

Existem muitos tipos diferentes de desinfetantes para uso em superfícies. Eles são geralmente feitos para um propósito específico e devem ser usados de uma certa maneira porque não funcionam igualmente bem contra todos os micróbios.
Os desinfetantes podem conter os mesmos tipos de produtos químicos que os antissépticos, mas em concentrações mais elevadas. Os desinfetantes não devem ser usados em sua pele. Os desinfetantes químicos incluem:
– Álcool;
– Compostos de amônio quaternário;
– Cloro e compostos de cloro;
– Peróxido de hidrogênio;
– Ácido peracético e peróxido de hidrogênio;
– Outros germicidas.
Os antissépticos são amplamente utilizados na saúde para matar ou deter o crescimento de micróbios na pele e nas membranas mucosas. Eles também são usados em locais públicos e domésticos para tratar feridas menores e limpar as mãos.
Os antissépticos são classificados por sua estrutura química. Todos eles matam ou retardam o crescimento de micróbios em sua pele e alguns são melhores para fins específicos do que outros.
A TG Services comercializa uma infinidade de produtos para limpeza, incluindo desinfetantes e antissépticos para os mais variados usos.

Compostos Fenólico 


Os compostos fenólicos são um grupo de antioxidantes não enzimáticos que combatem os radicais livres, que podem ter diversas atividades no organismo. Quando em excesso, os radicais livres promovem o processo de estresse oxidativo e por consequência, trazem complicações, uma delas é o envelhecimento celular. [1]Os compostos fenólicos são dividos em dois grupos principais:

Fenóis: Compostos simples, originados pela via do ácido xiquímico a partir de carboidratos ou pela via do acetato-polimalato (acetil-CoA e malonil-CoA) - sabor e odor, defesa, antioxidantes, antibacterianos.

Ácidos fenólicos

Derivados do ácido benzóico: ácido gálico (dicotiledôneas)

Derivados do ácido cinâmico: ácido o-cumarico

Ésteres e heterosídeos de ácidos fenólicos e cinâmico

Derivados do ácido fenilacrílico

Derivados do ácido cafeico: ácido clorogênico (antioxidante), cinarina (colerético)

Derivados do ácido tartárico: ácido chicórico

Derivados do ácido láctico

Derivados do ácido p-cumárico e ferúlico

Derivados fenilacrílicos.

Iodo 

O iodo é um mineral essencial para o bom funcionamento do organismo, pois é fundamental para a formação dos hormônios T3 e T4, que são hormônios tireoidianos relacionados com o metabolismo das células, além de estarem relacionados com o crescimento e desenvolvimento.

Dessa forma, é importante ter níveis ideais de iodo circulando no sangue, o que corresponde a 150 mcg para pessoas acima de 14 anos e 220 mcg para mulheres grávidas, caso contrário há maior risco de desenvolver doenças e complicações relacionadas com a falta desse mineral, como hipertireoidismo, bócio e câncer de tireoide.

Assim, é importante que os alimentos ricos em iodo façam parte da alimentação do dia a dia, como o salmão, arenque, ovo cozido, queijo parmesão, couve-flor cozida, alface e sal iodado, por exemplo. Nos casos em que não é possível obter as quantidades ideais de iodo através da alimentação, pode ser recomendado pelo médico o uso de suplemento.

Detergentes

Actualmente, as fórmulas dos detergentes são misturas cuidadosamente preparadas de diferentes substâncias químicas, contribuindo, cada uma delas, para as propriedades que se pretendem para o detergente. Qualquer agente de limpeza deve conter.

substâncias alcalinas para desagregar as gorduras

surfatantes para facilitar a dispersão, o enxaguamento, e o poder molhante

sequestrantes para estabilizar o magnésio e o cálcio

um inibidor da corrosão.

Peróxido de  H2

O peróxido de hidrogênio (H2O2) pertence à classe dos peróxido e é caracterizado por ser um composto binário formado pela ligação entre o hidrogênio e oxigénio, na forma de O22-, sendo que neste composto o oxigénio esta no estado de oxidação.

É um composto orgânico molecular encontrado no estado líquido na temperatura ambiente, e cuja interação intermolecular é feita através de ligações hidrogênio. 

É um líquido incolor, viscoso, solúvel em água, e quando não está dissolvido se decompõe rapidamente, sendo bastante instável, pelo fato de suas ligações serem fracas, com energia de ligação de 144 kJ/mol.

saias metálicos e compostos mercuriais https://docs.ufpr.br/~gazda/saismetalicos.htm

Clorexidina

A clorexidina é um remédio com ação antimicrobiana, que evita a proliferação de bactérias na pele e nas mucosas. É muito utilizado como antisséptico na desinfecção das mãos e da pele para cirurgias ou na prevenção de infecções de feridas na pele.

Em dosagens elevadas, a clorexidina causa a coagulação das proteínas das bactérias, e em doses mais baixas, leva a uma ruptura da membrana das células das bactérias, resultando sempre na morte bacteriana.

Ozônio

O ozono, cuja fórmula química é O3, é um gás azul pálido, muito venenoso e com um odor desagradável (possivelmente devido à formação de óxidos de azoto). É uma forma alotrópica do oxigénio, sendo a sua molécula constituída por três átomos de oxigénio, enquanto o oxigénio vulgar é constituído por dois átomos. O ozono forma-se nas camadas baixas da atmosfera (ozono estratosférico) por descargas elétricas num meio contendo oxigénio e sobretudo na parte inferior da estratosfera, a uma altura de 12-40 km (ozonosfera) por ação da radiação solar ultravioleta de onda curta, segundo a reação 3O2 → 2O3 - 287,84 kJ. Por uma reação inversa à anterior, absorve radiação ultravioleta convertendo-se em oxigénio molecular.
É devido ao ozono o cheiro característico comum nas proximidades de mecanismos elétricos
Embora seja na estratosfera que ocorrem as principias reações de formação e de decomposição do ozono, este também possui um papel central na química da troposfera.
Uma das principais reações de formação de ozono na troposfera (ozono troposférico) ocorre quando o dióxido de azoto (NO2) é decomposto por ação da luz (fotólise). Uma vez formado, o ozono pode reagir com o monóxido de azoto (NO), regenerando o dióxido de azoto.
Sendo mais ativo que o oxigénio diatómico e um bom agente oxidante, o ozono é utilizado na purificação de água e na esterilização de ar, para branquear ou descolorar óleos, ceras, farinha e marfim e na ozonólise de fenóis e de olefinas.
A sua presença na chamada camada de ozono, uma das camadas superiores da atmosfera, permite absorver uma parte importante da radiação ultravioleta que atinge a Terra e que, se não fosse parcialmente retida, prejudicaria seriamente todas as formas de vida. No entanto, o ozono produzido pela indústria e libertado pelos escapes dos automóveis nas camadas inferiores da atmosfera é um poluente, responsável, por exemplo, por problemas respiratórios.
Sendo tóxico, mesmo em pequenas concentrações, produz uma forte irritação das mucosas e transtornos no sistema nervoso central, podendo também danificar as plantas. A sua toxicidade deve-se em parte à destruição oxidativa dos ácidos gordos insaturados.
O ozono é obtido tecnicamente por descarga elétrica no seio do oxigénio num aparelho denominado ozonizador. É o mais forte oxidante conhecido, juntamente com o flúor. A sua ação contribui para que os compostos inorgânicos atinjam o seu estado de máxima oxidação e reage com os alcenos adicionando-se à ligação dupla para formar ozonidos.

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